Pressupostos básicos de Programação Neurolinguística e Qualidade de Vida em tempos de pandemia

Bia Nóbrega

O isolamento social protege nossa saúde física, mas claramente dificulta e muito a manutenção de nossa saúde mental. Para nos ajudar a mantê-la, a Programação Neurolinguística (PNL) tem algumas pressuposições que nos levam a utilizar a linguagem do cérebro e assim atingir melhores resultados.

Por isso, neste momento de isolamento social, separei os principais pressupostos que têm alguma ligação com a situação em que estamos vivendo atualmente.

Confira mais sobre cada um:

1 – O Mapa não é território. Cada um responde ao seu mapa da realidade e não com a realidade em si. É fácil perceber que há diferença entre a realidade, o território, e a percepção da realidade, o mapa. Em um momento como da pandemia temos, por exemplo, empresários do mesmo setor com mapas completamente distintos e consequentemente resultados diferentes. E o território é exatamente o mesmo. Nesse caso, vale a pena ampliar escolhas e possibilidades e não ficar restrito a realidade percebida, porque ela sempre será uma representação da realidade vista por um ponto de vista.

2 – O significado da comunicação é a resposta que se obtém independente da intenção do comunicador. Como cada um recebe o que dizemos, por meio dos seus mapas mentais de mundo, precisamos ajustar a nossa comunicação de forma que seja ainda mais compreensível.

3 – É impossível não se comunicar. Não se iluda, estamos sempre nos comunicando – verbal ou não verbalmente, seja por meio de um suspiro, sorriso, olhar, tom de voz e movimentos corporais. E, claro, cada gesto gera uma resposta, portanto estamos sempre nos comunicando.

4 – Não existem fracassos, apenas resultados. Muitas vezes, alcançamos resultados indesejados e é importante analisá-los como oportunidades de aprendizado. Esses casos podem ser utilizados como guia do que é necessário fazer de forma diferente.

5 – Se você continuar fazendo o que sempre fez, vai continuar obtendo sempre o mesmo resultado. Se quer alcançar resultados diferentes terá que mudar alguns processos ou a metodologia. Do contrário, pode ser que tenha sempre a mesma situação para enfrentar.

6 – O valor de uma pessoa é constante, embora o seu comportamento possa mudar. Somos muito mais do que nossos comportamentos. Quando alguém faz algo que não concordamos, precisamos saber separar a pessoa da ação e especialmente agora, analisar o contexto das situações, que podem vir de um momento que requer essa atitude.

7 – As pessoas sempre fazem a melhor escolha disponível para elas. O seu companheiro, seus filhos, seus amigos e vizinhos embora possam fazer diferente. por algum motivo. escolheram fazer como fizeram. Ou seja, naquele momento foi a melhor escolha disponível para eles.

8 – Se uma pessoa pode fazer algo, todos podem fazer o mesmo. Aqui entra a ideia de automentoria – se alguém pode fazer algo, você também pode. Analise e aprenda o mapa mental de quem admira e depois replique no seu dia a dia. Muitas vezes, colocamos empecilhos em coisas que queremos para nossa vida, mas superar faz parte e é algo que pode ser introduzido gradativamente até que se alcance o objetivo.

9 – As pessoas já possuem todos os recursos de que necessitam. Sensações, sentimentos, imagens mentais e vozes interiores são os blocos de construção de nossos recursos e, com eles, podemos construir qualquer pensamento, sentimento ou habilidade que desejarmos.

10 – Todo comportamento tem uma intenção positiva para quem o executa. Tudo o que cada um de nós faz, em primeiro lugar, é em função de nós mesmos – e realmente na PNL acreditamos que a primeira intenção jamais é prejudicar qualquer pessoa.

11 – Todo comportamento é útil em algum contexto. Qualquer ação, comportamento e experiência são úteis em algum contexto. Então, é importante agir em todas as situações. Qualquer decisão e ação é melhor que a não decisão e a imobilidade.

Se considerarmos estes 11 pressupostos nas nossas relações, podemos ter muito mais qualidade de vida. Afinal, é importante lembrar que cada pessoa tem um mapa mental distinto, valores constantes independente do comportamento, e que todo comportamento tem uma intenção positiva.

Com isso em mente, há mais empatia nas relações. Está em nossas mãos termos dias melhores a partir das informações que possuímos e da comunicação interpessoal.

 

Sobre Bia Nóbrega

É coach, mentora, palestrante, conselheira e executiva há mais de 22 anos na Área de Recursos Humanos em empresas líderes em seus setores. Graduada em Psicologia pela USP, pós-graduada em Administração de Empresas pela FGV-SP, pós-MBA em Conselho pela Saint Paul Escola de Negócios e ESMT – European School of Management and Technology, possui diversos cursos de formação, certificação e atualização. É afiliada à International Coach Federation (ICF), Associação Brasileira de Coaches (ABRACOACHES), Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Women Corporate Directors (WCD), Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) e Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD). É autora do livro “Autocoaching: 29 dias para dar um upgrade na sua vida” – DVS Editora e é coautora do livro “Mapa da Vida” – Editora Ser Mais. Possui mais de 800 horas de atendimento em coaching executivo, carreira e vida e desde 2015 propaga o Autocoaching como A Melhor Ferramenta de Autodesenvolvimento e um Estilo de Vida.

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Por Carolina Lara