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Underground musical e seus efeitos positivos na pandemia

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Por conhecimento e vivência em entretenimento como gestora de imagem, grande parte da mídia só quer saber de “mainstream” ou “midstream” quando o tema é falar sobre carreira ou lançamento de artistas musicais. O que tenho percebido, tirando o site “Cansei do Mainstream” por exemplo, poucos geram esse tipo de conteúdo de forma clara e gostosa de ler. Eu sou apaixonada por música, histórias sobre o universo dela e quero escrevê-las para alcançar mais pessoas além de mim mesma.

No final do mês de outubro eu conheci um artista que estava tocando violino na plataforma de metrô da São Bento em São Paulo. Para quem nunca esteve nessa estação, ao sair do vagão é necessário subir escadas. Enquanto eu era elevada pelas escadas rolantes comentei com a minha amiga que desceria para ouvir mais. Aquele violino estava com um som cristalino e me lembrei muito de quando meu avô tocava na minha infância. Desci e fiquei parada na frente dele, atenta em todos os acordes. Quando ele terminou a música, aplaudi e tirei um valor da minha pochete e coloquei no bolso dele. Senti de fazer isso e desse momento nos próximos dez minutos conversei, dei meu contato e disse que queria entrevistá-lo. Petrônio Rosa, é o seu nome. O violino que ele tocava no metrô foi resultado de um novo conhecimento adquirido durante a pandemia. Ele sempre tocou violão e cantou na noite paulistana em bares e, com a quarentena, sem a possibilidade de trabalhar, aprendeu sozinho através da internet, como tocar violino. E a partir dessa história que você acompanha a entrevista a seguir:

FLOW SA: O que fez você querer aprender a tocar violino?

Petrônio Rosa: Sempre me interessei por todas as artes desde criança, mas foi depois de adulto que comecei a tocar violão e viver de tocar em bares, festas, aniversários e artista de rua. Na rua eu vi amigos tocando violino como o Fábio Ferreira e o João Amaro. Eu achava tão lindo o instrumento, porém pensava que seria difícil aprender, mas o Fábio que já tocou com o pianista e maestro João Carlos Martins me disse que levava jeito.  Com a quarentena eu vi uma oportunidade de conhecer melhor e evoluir no instrumento. Deu certo.

“Meu propósito em tocar violino na rua é a de transformar o dia de uma pessoa que passa por mim, tirando ela do automático, para que se sinta numa pausa para respirar e refletir”

FLOW SA: Você disse em nosso encontro na estação de metrô que já tocava na noite. Qual é o seu repertório de barzinho?

Petrônio Rosa: Mineiro que sou nasci ouvindo sertanejo raiz, então nos bares, festas e eventos em geral tenho 70 por cento do repertório em sertanejo como Almir Sater, Sérgio Reis, Chitãozinho e Xororó e alterno com MPB, Raul Seixas e Alceu Valença.

“Divido as músicas em dois tipos: cultura e entretenimento e ambas são importantes”.

FLOW SA: Como a música surgiu na sua vida?

Petrônio Rosa: Antes de trabalhar com a música estudei teatro e era compositor nas peças que eu participava. Depois comecei a tocar violão e cantar como palhaço em hospitais como trabalho voluntário e depois, bares, festas, como já falado anteriormente.

O Petrônio Rosa, além de desenvolver uma atração pública diária em estações de metrô como artista de rua também escreveu um livro de ficção sobre gatos, com o título: “O Plano Secreto dos Gatos para Dominar o Mundo”, que confesso estar curiosa.

Falando sobre músicos que lançam livros, o rapper Phantom DK lançou sua biografia, contando um pouco da sua trajetória, onde a narrativa é colocada de forma que ele enxerga o seu vilão e o seu herói no espelho, ou seja, atitudes do artista do gueto em seu próprio cotidiano. Chama “As Ruas diluídas em ritmo e poesia”. No dia da Consciência Negra, Phantom DK lançou um vídeo clipe como manifesto da luta e conscientização negra na sociedade “Pés no Chão” e agora em dezembro lançou o álbum Phantom “Eros” com temática romântica carregada de versos picantes no Soundcloud.

Por falar em lançamento, o cantor e compositor Cassiano Kruger produziu e lançou muitos singles e vídeos clipes durante esse ano de 2020 e o último deles vem dia 18 com uma collab entre rappers da mesma produtora, Donna Forte e Duzzão, chamada “Resgate Raiz” abordando a busca de viver mais perto da natureza no gênero de Rap Acústico em todas as plataformas digitais. Foi o melhor ano em relação a indicadores de plataformas e engajamentos com seguidores para Cassiano. “Luz na Escuridão”, “Eu amei você”, “Prefiro Sorrir”, “Jah é paz” e os clipes “É Sol Viver”, “Perto do Mar” fazem parte de seus trabalhos produzidos e publicados neste ano.

“Nessa pandemia, eu foquei em ocupar meu tempo para compor novas músicas, produzir material e criar mensagens sobre movimentos de muitas pessoas que buscam lugar perto da natureza e mais qualidade de vida”.

Ano que vem, o artista já tem previsão de um novo single até fevereiro e mal posso esperar.

Acompanhe no Instagram os músicos:

Cassiano Kruger – https://www.instagram.com/cassianokruger

Petrônio Rosa – https://www.instagram.com/petroniorosaoficial/

Phantom DK – https://www.instagram.com/phantom_dk 

Créditos Imagens: Reprodução

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About author
A coluna FlowSA pode falar sobre qualquer tema, desde que seja interessante e caiba uma entrevista. Também adoro fazer um cross-conteúdo com minhas experiências em formato de comentários dentro da coluna sempre de forma positiva. Mini Bio - Dani Oliva COMUNICA Gestora de Comunicação Holística na docomunica.com.br Colunista da editoria FLOW na Revista Economia SA. Editora-Chefe do portal B.Entretê www.belezaf5.com Entre em contato (19) 989223820
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