Força e crescimento do empreendimento feminino

Mulheres aproximam-se do número de homens empreendedores e somam 24 milhões de donas do negócio

POR: Fabio Lacerda

A projeção da mulher no mercado de trabalho nas últimas décadas é notório. O mesmo pode ser dito no empreendedorismo quando elas estão em franca evolução a cada ano. Uma pesquisa entre o Serviço Brasileiro de Apóio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a consultoria Enterpreneurship Monitor apontou que há no Brasil 24 milhões de mulheres empreendedoras em 2019. A diferença para os homens é de apenas um milhão de empreendedores a favor do sexo masculino. O Brasil é o sétimo país do mundo em relação às mulheres empreendedoras – fase inicial de 42 meses. Um relatório do Boston Consulting Group (BCG) indica que as mulheres empreendedoras podem aumentar o Produto Mundial Brito em torno de US$ 5 trilhões, correspondendo duas vezes o Produto Interno Bruto do Brasil.

O empreendedorismo feminino tem várias vertentes para explicar a evolução nos últimos anos. Uma delas é a questão da desiguladade nas relações de trabalho. A questão da gravidez e Licença Maternidade é outro momento que as mulheres sentem na pele as constantes demissões pós período de licença mesmo havendo pesquisas afirmando que a mulher, ao tornar-se mãe, aumenta sua produtividade no trabalho.

As mulheres continuam a ter seus vencimentos inferiores aos homens em torno de 22% mesmo possuindo maior nível de escolaridade. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e foram colhidos entre 2012 e 2018. Segundo o Sebrae, cerca de 9,3 milhões de mulheres estão à frente de um negócio, totalizando 34% de todo o empreendedorismo formal e informal no país. Um outro levantamento realizado pelo Alelo e Instituto Ipsos mostra que 50% dos entrevistados que possuem empregos fixos querem empreender nos próximos cinco anos – pesquisa realizada entre agosto e setembro do ano passado com pessoas entre 18 e 65 anos que sentem-se satisfeitos com a ocupação atual mas mesmo assim pensam no empreendedorismo.

Foi o caso de Regiane Alves, fisioterapeuta, 38 anos que já vislumbrava inserir-se no franchising há três anos. E o momento chegou. Ela fechou sua clínica em Medicina do Trabalho na cidade de São João da Boa Vista, e a partir de fevereiro, dia 10 (previsão de inauguração), abre as portas da Não+Pelo na cidade. Será a unidade 71 da Não+Pelo em São Paulo, maior regional do país.

“Já vinha pensando em investir em franquia de Beleza e Estética há três anos. Como fisioterapeuta, busquei a Não+Pelo por saber que minha profissão atenderia as demandas da marca. Cheguei a pensar num negócio próprio, mas preferi não arriscar para não ter a sensação de frustração, pois sabemos que a vida de negócios próprios é bem inferior aos negócios no franchising. Observei também ao longo dos anos que as franquias aqui na cidade estão tendo aceitação da população oferecendo novidades, comodidade e qualidade”, diz Regiane Alves que não êxitou em investir numa franquia para uma cidade com 90 mil habitantes.

Serviço: 

Não+Pelo

Rua Carlos Gomes, 210, Centro, São João da Boa Vista

Previsão de Inauguração: 10/2

Dias e Horários de Funcionamento: Segunda à sexta, das 8h às 20h, e sábado, das 9h às 16h