Entrevista com Fabiana Teixeira, jornalista e coach em comunicação empresarial

Nascida em São Paulo, e formada em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), a jornalista Fabiana Teixeira, descobriu cedo a paixão pelo mundo da comunicação. Quando criança sempre acompanhava seu pai, também jornalista, nas redações do Jornal da Tarde e da Rádio Globo.

Além de ser mãe de dois filhos lindos, Fabiana Teixeira é casada e dona de uma carreira de grande sucesso, uma jornalista que inspira e motiva muitas pessoas. Não é uma jornalista que fica na zona de conforto, é do tipo que não dispensa um bom bate-papo e ao longo de sua carreira como comunicadora ajudou a registrar fatos de grande repercussão nacional e internacional.  Sua carreira como repórter começou em 1996, na Tv Cultura, em São Paulo, como estagiária. Devido ao seu profissionalismo foi contratada pela emissora e ali fez sua primeira grande entrevista com o jogador Maradona.

Cerca de um ano depois foi contratada pela Tv Bandeirantes, onde ficou até outubro de 1999 atuando como especialista em  coberturas aéreas. Em seguida foi contratada pela Record Tv, onde ficou por mais de 15 anos. Participou dos programas São Paulo no Ar e Fala Brasil, com ampla experiência em coberturas aéreas dos principais acontecimentos da cidade.

Também na Record apresentou os telejornais: Fala Brasil e o Primeira Pagina, passou pelo Direto da Redação e pelo Hoje em Dia realizando importantes coberturas, inclusive internacionais como a visita à Casa Branca, nos EUA, a convite do governo americano.

No Haiti fez a cobertura do terremoto, mostrando depois também o país devastado pela cólera. Esteve presente no resgate dos 33 mineiros no deserto do Atacama, no Chile, fez reportagens exclusivas na Inglaterra, França, Itália, Colômbia, Argentina, St Barths e nos EUA.

Em 2015 Fabiana foi contratada pela RedeTV onde atuou como repórter e apresentadora do programa ‘Melhor Pra Você’ e atualmente está ao lado de Edu Guedes no programa ‘Edu Guedes e Você’ e ao lado de Olga Bongiovanni, no programa ‘Olga’. Fora da Tv a jornalista atua também como Especialista em Treinamento de Comunicação.

Certamente tem muito mais coisa que poderíamos falar sobre a carreira de Fabiana Teixeira, mas não caberia numa só entrevista, confira agora como foi nosso bate papo:

Jairo Rodrigues: Vamos começar com aquela pergunta básica, porque você escolheu o jornalismo, como carreira?

Fabiana Teixeira: Eu digo que o jornalismo está no meu DNA, meu pai é jornalista e eu cresci na redação do Jornal da Tarde e da Radio Globo. Nunca pensei em seguir outra carreira. Para mim jornalismo é mais que profissão é missão. Sempre fui apaixonada por gente e histórias.

JR: Como sabemos hoje em dia não é obrigatório ter diploma de curso superior para atuar como jornalista. Qual sua opinião a respeito?

FT: Eu defendo que o diploma é fundamental para exercer a profissão.  Não precisa ser necessariamente o de jornalista, mas que a pessoa tenha um curso superior e aí faça uma especialização para ser jornalista. Jornalismo é comprometimento com a notícia, com os entrevistados e o público. É preciso respeito e imparcialidade.

JR: Com o surgimento das redes sociais, as notícias se espalham muito rapidamente pelo mundo, inclusive muitas fake news são criadas e espalhadas pelas redes. Como lidar com essa situação?

FT: Não da para ir contra os avanços da tecnologia. Mas é preciso ficar atento ao que se ouve, se lê e se vê. Principalmente aqueles que têm costume de compartilhar tudo o que recebe. Checar a fonte é fundamental.

JR: Ao longo de sua carreira dentro de vários veículos importantes, você fez grandes coberturas jornalísticas, e em uma delas você foi parar na Casa Branca, a convite do governo americano, como foi isso?

FT: Fiz uma série de reportagens nos EUA trabalhando pela Record, dessa forma crie uma relação de confiança e respeito com o departamento de Comunicação do Governo Americano. OS EUA tem um programa chamado Jovens Embaixadores. O objetivo é dar oportunidade para jovens carentes, que se destacam nas suas comunidades, a passarem por uma imersão nos EUA. Foi aí que surgiu o convite para acompanhar com exclusividade esse grupo de estudantes na terra do tio Sam. Uma das paradas foi à Casa Branca fomos recepcionados pela primeira Dama Laura Bush – na época e conhecemos a sede do governo Americano. Realmente um privilégio poder estar na residência do presidente dos Estados Unidos.

 JR: Atualmente você está na RedeTV! nos programas do Edu Guedes e da Olga Bongiovanni. Como é trabalhar com eles?

FT: Estou na Rede TV há quatro anos, mas trabalho com o Edu há mais de vinte, desde a época que ele estava no Note e Anote e eu fazia o direto da Redação, na Record. Depois ficamos dez anos no Hoje em Dia. É uma relação de trabalho, amizade e muito respeito. A Olga eu conheci na Rede TV, mas sempre admirei muito o trabalho dela. Ela é uma comunicadora nata, com muita sensibilidade para abordar os mais diversos assuntos. Está sendo um grande prazer trabalhar com ela.

JR: Fabi! Vamos falar um pouco agora sobre outra atuação sua que é no empreendedorismo de coach na área de comunicação empresarial. Primeiro! Qual o papel o do coach dentro de uma empresa?

FT: Tenho formação de coach e psicologia positiva e especialização na ESPM de Comunicação Empresarial. Há mais de dez anos realizo treinamentos de Comunicação – o chamado Media Training – para ajudar as pessoas a terem uma performance melhor diante das câmeras.  Esse trabalho cresceu e se transformou em treinamentos de Comunicação mais amplos. A comunicação como uma aliada para vencer barreiras e ultrapassar limites. São treinamentos para equipes, líderes e CEOs. É fundamental que as empresas tenham uma mensagem alinhada do chão de fabrica ao presidente. A comunicação deve ser clara, objetiva e direta.

JR: Do ponto de vista de desenvolvimento de carreira, há pessoas que têm conteúdo, mas não sabem se expressar de forma convincente. Já outras não têm tanto estofo, mas impressionam, têm uma pegada mais marqueteira. Qual o reflexo disso na empresa?

FT: Recentemente foi feita uma pesquisa que mostra que as empresas contratam por hard skills e demitem por soft skills. Hard Skills são as habilidades técnicas, já as soft skills habilidades sócio emocionais – a comunicação é uma delas. Eu acredito que não é uma questão marqueteira – comunicação, empatia, liderança são diferenciais na hora da contratação e no dia dia da empresa. O mundo é feito de pessoas e essa relação é que conecta e faz a diferença.  O Ideal é estimular a Comunicação desde pequeno. Esse é o meu grande desafio no momento.

JR: Voltando a falar sobre as redes sociais, mas dessa vez para o mundo empresarial, além das demandas do cotidiano corporativo, ao longo do dia o cérebro lida com uma grande variedade de assuntos, tome como exemplo as redes sociais. Qual o desafio da comunicação para captar a atenção do outro?

FT: Para mim conteúdo de qualidade sempre foi e será Rei. Nas Redes Sociais somos bombardeados por todo tipo de informação, mas se uma empresa quer se destacar ela deve investir em boas histórias e vídeos. Os vídeos convertem muito mais que qualquer outro tipo de publicação, retém à atenção e conectam. 

JR: Para finalizarmos essa entrevista quero agradecer você por ter disponibilizado um pouco do seu tempo e gostaria que você deixasse uma mensagem para quem quer seguir na carreira de jornalista.

FT: O Prazer foi todo meu! Futuros colegas: encarem o jornalismo sem glamour, com muito comprometimento e com a certeza que escolheram uma profissão que te possibilita oportunidades únicas. Conhecer histórias e lugares incríveis. Você será  responsável – muitas vezes – em dar voz a quem tem tão pouco. Vai estar presente em fatos que ficarão para história. Terá uma vida sem rotina, às vezes sem finais de semana ou feriados. Mas se você for apaixonado por gente, tenha certeza que está no caminho certo.  Boa sorte!

*Publicado por Jairo Rodrigues – MTB 88777/SP 

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