Jundiaí a um passo de conquistar seu parque tecnológico

Consolidação do CitJun – Incubadora Tecnológica – é passo fundamental para o credenciamento do Parque Tecnológico de Jundiaí, que deve ocorrer ainda este ano

 

A cidade de Jundiaí está muito próxima de oficializar a criação de seu Parque Tecnológico. De acordo com o coordenador executivo de empreendedorismo da prefeitura da cidade, Ricardo Robertoni, a consolidação das operações da Incubadora Tecnológica (CitJun) é um passo fundamental para o credenciamento, que deve ocorrer ainda este ano.

 

Criada em 2000, a incubadora nasceu com foco em atividades mistas, abrangendo empresas de inovação, tecnologia e outros segmentos. Dez anos depois, surgiu o plano de criar um parque tecnológico na cidade e, com isso, a incubadora voltou seu foco apenas para empresas de inovação e tecnologia. “Para que o parque seja efetivado, era necessário que as operações da incubadora estivessem consolidadas”, lembra Robertoni.

 

A iniciativa deu resultados e, em outubro do ano passado, a Incubadora Tecnológica foi oficialmente credenciada junto ao governo do Estado e conquistou o registro de operação da secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia. Hoje o CitJun conta com 13 empresas incubadas, as chamadas residentes, e outras quatro não residentes, empresas que já se graduaram, mas que podem continuar utilizando as instalações.

 

O coordenador ressalta que, em comum, as empresas incubadas têm apenas o DNA inovador. “Elas têm os perfis mais diversos. Hoje incubamos empresas com foco em tecnologia, alimentos, indústria automotiva, eficiência energética, desenvolvimento de software e até design de moda”, diz.

 

E este número deve crescer. Num movimento que deve acelerar a criação do Parque, a prefeitura assumiu em julho a gestão do CitJun. A gestão é temporária e a ideia é que, em um ano, uma nova entidade assuma a gestão da Incubadora Tecnológica, que até aqui era feita pelo Sincomércio.

 

Ampliação

De acordo com Robertoni, o foco agora é fortalecer a iniciativa. Para isso, a prefeitura planeja ampliar em 20% o número de vagas para novas empresas. “Também estamos melhorando a infraestrutura. Os não residentes agora contam com um espaço de coworking para o desenvolvimento de suas atividades”, revela.

 

Para ajudar na formação das empresas, a doutra em inovação Mariana Savedra assumiu a diretoria de inovação da iniciativa. “Vamos trabalhar na capacitação destas empresas, para que elas sejam mais competitivas”, explica ela. Para isso, Mariana vem trabalhando no desenvolvimento de temas para o aperfeiçoamento ou criação de novas habilidades para estas empresas, como exportação, propriedade intelectual, design thinking etc. Uma vez definido o programa, a prefeitura deve convidar parceiros para ministrar estes treinamentos que são críticos para o sucesso de atividades inovadoras.

 

Por seu lado, a prefeitura também vem oferecendo palestras mais voltadas ao dia-a-dia de negócios, com temas como administração e marketing. “Nosso projeto visa criar empresas de Jundiaí para o mundo. Todas as nossas ações vão neste sentido”, afirma Mariana.

 

Com a incubadora a pleno vapor e crescendo, Robertoni diz não ter dúvidas de que o credenciamento do Parque Tecnológico pode sair ainda este ano. Ele lembra que a lei exige três critérios para a consolidação de um parque tecnológico: uma incubadora, um centro de pesquisas e uma universidade.

 

“A incubadora está consolidada. Para o centro de pesquisas, temos aqui o Centro de Tecnologia da Mahle, que nos últimos cinco anos depositou 27 pedidos de patentes. Falta a universidade, mas em breve teremos boas notícias sobre isso”, afirma. Se depender dos planos de Robertoni, o mistério não deve durar muito.

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